Você tem um score de crédito. O Brasil também: todo mês o país precisa se financiar, e o custo depende da confiança dos credores. Este score responde a uma pergunta: o Brasil está se financiando barato e com confiança, ou está pagando caro por isso? De 0 a 100, com dados públicos do Banco Central.
Cada barra mostra como o sinal está hoje comparado ao comportamento do próprio Brasil nos últimos 12 anos (esquerda = mais pressionado, direita = mais folgado). Estão em ordem do mais pressionado pro mais folgado:
Acompanha o custo do crédito no país e o nível de inadimplência. Crédito caro com inadimplência alta indica famílias e empresas sob pressão financeira.
Mede o juro real: o quanto os juros pagam acima da inflação. Quando o juro real está alto, financiamentos, projetos longos e investimentos de prazo maior ficam mais caros.
Compara o que o governo arrecada com o que gasta, e o tamanho da dívida pública. Governo em déficit por muito tempo precisa pagar juros maiores pra se financiar, e isso encarece o crédito de toda a economia.
Acompanha as projeções de centenas de bancos e gestoras pra inflação daqui pra frente. Quando a expectativa piora, o mercado passa a exigir juros maiores hoje.
Considera a inflação de hoje, a inflação que o mercado espera e o comportamento do dólar. Quando os preços sobem devagar e o câmbio está estável, o dinheiro perde menos valor com o tempo.
Considera as reservas internacionais, o investimento estrangeiro que entra no país e a conta do Brasil com o exterior. Reservas altas reduzem o impacto de choques vindos de fora.
Dois pontos ajudam na leitura. Primeiro: a direção importa mais que o nível. Um 45 subindo costuma ser melhor que um 60 caindo. Segundo: a diferença entre um país financiado (que consegue rolar a dívida, mas pagando caro) e um país financiável (que se financia mais barato porque a confiança aumentou).
O país está muito caro de financiar. Vários indicadores estão pressionados ao mesmo tempo.
O Brasil se financia, mas pagando caro. A desconfiança se traduz em juros mais altos.
Situação intermediária, sem grande folga. Eventos relevantes conseguem mudar o quadro com rapidez.
O risco está sob controle e o país consegue se financiar a um custo razoável.
Moeda, contas públicas e crédito alinhados. No Brasil, historicamente, é raro e não costuma durar.
O score combina indicadores públicos do Banco Central em seis dimensões (moeda, contas do governo, custo do tempo, crédito, relação com o mundo e expectativas) e compara o Brasil de hoje com o comportamento do próprio país nos últimos 12 anos. O cálculo considera o padrão do conjunto de indicadores, não um dado isolado. A combinação exata dos indicadores e dos pesos é metodologia proprietária.
Atualizado todo mês com os dados públicos mais recentes do Banco Central. Indicadores que o BC divulga com atraso entram com o último valor disponível.
Leitura educacional do cenário macroeconômico brasileiro — não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.